segunda-feira, 16 de março de 2009

In the cold light of morning.

A luz que se torna escassa indica que a hora de recolher os sonhos está próxima. O sol compadeceu no horizonte, deixando apenas uma cor indistinguível e um rastro interminável de saudade. Saudade que não se vê. Saudade que não se pode sentir. Contudo, saudade que existe. Que está aqui, em algum lugar vasto de minha mente. Em alguma palpitação fúnebre de meu coração. A ausência de luz indica que o dia foi finalizado. Seus desejos e lembranças, - por mais dispensáveis que eles possam ser -, somem junto com os raios solares; Raios solares que ofuscaram sua visão durante todo o dia. E, de repente, a noite chega, trazendo com ela o que você não quer que regresse. Trazendo com ela aquilo que você não quer que seja, mas, por conta do destino, está sendo exatamente da forma não desejada. De repente, nada precisa ter um sentido. O jogo de palavras dissimuladas não funcionou. Na sucessão de ruas vazias, ela permaneceu em seu respectivo lugar. Meu fascínio expande-se em uma tênue linha de conclusões errôneas. A sintonia de uma noite perfeita. Tropeça em suas palavras, sufoca em teus anseios. Fortalece-se em minhas fraquezas, absorvendo tudo o que levei toda uma vida para conquistar. O crepúsculo já nasceu. Dê-se por satisfeita, anjo caído, pois, somente por esta noite, estou entregue a ti.

P.S: Um dia não pôde levantar-se. Anjo caído, onde você se encontra? Estais a estragar outras vidas, assim como fizera comigo? Os anjos não protegem as pessoas.

Lose Yourself.